“Conquista histórica e civilizatória”, diz Lula sobre fim da escala 6x1

 

247 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou como uma “conquista histórica e civilizatória” a aprovação, pela Câmara dos Deputados, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1 e reduz a jornada máxima de trabalho para 40 horas semanais. A proposta foi aprovada em dois turnos e agora segue para análise do Senado Federal.

Ao comentar a votação, Lula afirmou que a mudança representa um marco nas relações de trabalho brasileiras e reforça o compromisso do país com melhores condições de vida para a população trabalhadora.

“Conquista histórica e civilizatória”, declarou o presidente ao comentar a aprovação da proposta que estabelece dois dias de descanso remunerado por semana e reduz gradualmente a jornada semanal dos trabalhadores regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).


A aprovação do fim da escala 6x1 com redução de jornada e sem redução de salário, pela Câmara, é uma conquista histórica e civilizatória.

Um compromisso assumido pelo Governo do Brasil.

Mais do que horas no relógio, estamos devolvendo aos trabalhadores e trabalhadoras o…

— Lula (@LulaOficial) May 28, 2026

A PEC aprovada pela Câmara prevê o fim da tradicional escala 6x1, modelo em que o trabalhador atua durante seis dias consecutivos e descansa apenas um. Pela nova regra, a jornada será limitada a cinco dias de trabalho semanais, com dois dias de descanso remunerado.

Redução da jornada ocorrerá sem corte salarial

O texto aprovado pelos deputados determina que a redução da carga horária ocorrerá sem qualquer redução de salários. A proposta estabelece uma fase de transição até a implementação definitiva das 40 horas semanais.

Dois meses após a promulgação da futura emenda constitucional, os trabalhadores passarão a ter direito automático a dois dias de descanso remunerado por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos. Nesse primeiro momento, a jornada cairá de 44 para 42 horas semanais.

A redução definitiva para 40 horas semanais ocorrerá 14 meses após a promulgação da PEC.

O governo federal acompanhou de perto as negociações em torno da proposta, considerada uma das mais importantes mudanças trabalhistas das últimas décadas. Integrantes da base governista defenderam a medida como instrumento de melhoria da qualidade de vida, aumento da produtividade e fortalecimento da saúde física e mental dos trabalhadores.

Debate sobre qualidade de vida ganhou força

O debate sobre o fim da escala 6x1 ganhou força nos últimos anos no Brasil, impulsionado por movimentos sindicais, pesquisadores e parlamentares que passaram a apontar os impactos negativos das jornadas extensas sobre a saúde e o convívio familiar dos trabalhadores.

Defensores da proposta argumentam que modelos com mais dias de descanso tendem a reduzir afastamentos por adoecimento, elevar a produtividade e ampliar o equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

A PEC aprovada pela Câmara é resultado da articulação entre diferentes propostas apresentadas no Congresso Nacional. O texto final foi relatado pelo deputado Leo Prates (Republicanos-BA) e unificou iniciativas do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e da deputada Érika Hilton (Psol-SP).

Setores essenciais terão regras específicas

Apesar da criação da regra geral de 40 horas semanais, o texto prevê exceções e regimes diferenciados para determinadas categorias profissionais, especialmente em setores considerados essenciais, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana.

A proposta também estabelece mecanismos de transição para microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e contratos terceirizados vinculados à administração pública.

Agora, a PEC seguirá para votação no Senado Federal, onde precisará novamente ser aprovada em dois turnos por três quintos dos parlamentares para entrar definitivamente em vigor.

Lula amplia vantagem sobre Flávio Bolsonaro nos dois turnos, diz Meio/Ideia

247 - Pesquisa do instituto Meio/Ideia divulgada nesta quinta-feira (28) aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) em uma eventual disputa de segundo turno nas eleições presidenciais de 2026.

o cenário estimulado de primeiro turno, Lula aparece com 38,5% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 31,5%. Na comparação com o levantamento anterior, divulgado em 6 de maio, o presidente oscilou de 40% para 38,5%, enquanto o senador caiu de 36% para 31,5%.

A pesquisa perguntou aos entrevistados: “Em qual desses candidatos você votaria para presidente da República se a eleição fosse hoje?”. Além de Lula e Flávio Bolsonaro, o levantamento incluiu outros nomes da política nacional. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), obteve 5,5%, seguido pelo governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 2,4%, e Renan Santos, com 2,1%. Outros candidatos somaram 4,4%, enquanto 5,1% declararam voto branco ou nulo e 10,5% disseram estar indecisos ou não souberam responder.

No cenário de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente aparece com 46,5% das intenções de voto, contra 41,4% do senador. O resultado representa crescimento de 1,2 ponto percentual para Lula e queda de 3,3 pontos para Flávio Bolsonaro em relação à rodada anterior.

Na pesquisa anterior, os dois estavam tecnicamente empatados dentro da margem de erro. Lula tinha 45,3% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registrava 44,7%.

O levantamento também simulou outros cenários de segundo turno envolvendo Lula. Em todos eles, o presidente lidera com vantagens que variam entre 6 e 21 pontos percentuais.

Contra o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa (DC), Lula aparece com 46% contra 26%. Em disputa contra Renan Santos, o presidente marca 46%, diante de 31% do adversário.

Já em um eventual confronto com Romeu Zema, Lula registra 46% contra 37%. Contra Ronaldo Caiado, o petista soma 46%, enquanto o governador goiano aparece com 40%.

A pesquisa ainda testou cenários contra Aécio Neves (PSDB), em que Lula tem 46% contra 25%, e contra a ex-ministra Tereza Cristina (PP), com placar de 46% a 27%.

Em uma disputa contra Michelle Bolsonaro (PL), o presidente mantém 46% das intenções de voto, enquanto a ex-primeira-dama registra 40%.

O instituto Meio/Ideia ouviu 1.500 pessoas com 16 anos ou mais em todo o Brasil.

Pesquisa Meio/Ideia(Photo: Gerado por IA)Gerado por IA

Educação foi o fator-chave para o Brasil chegar ao alto índice de desenvolvimento humano, aponta Wellington Dias

247 – O Brasil alcançou em 2024 o maior Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de sua história, chegando a 0,805 e ingressando, pela primeira vez, no grupo de países com desenvolvimento humano muito alto. O avanço foi impulsionado principalmente pela educação, apontada como o principal fator de crescimento do indicador no período analisado.

As informações foram divulgadas pela Agência Gov, com base na pesquisa Radar IDHM, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) Brasil. Em entrevista à Voz do Brasil nesta terça-feira (26), o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, destacou o papel das políticas sociais integradas, especialmente do Bolsa Família, para o desempenho histórico do país.

“O Bolsa Família é uma política social integrada, e uma das exigências para recebê-la é manter as crianças e adolescentes na escola, com acompanhamento adequado”, afirmou o ministro. “A educação como grande alicerce para interromper uma história de vulnerabilidade, de pobreza na família”, acrescentou.

Segundo os dados do Pnud, o indicador educacional do IDHM saltou de 0,679 em 2012 para 0,798 em 2024, tornando-se o principal vetor de crescimento do índice geral brasileiro. A série histórica analisada mostra ainda uma forte recuperação após as quedas registradas durante os anos mais críticos da pandemia de Covid-19.

O índice geral passou de 0,788 em 2022 para 0,798 em 2023, até alcançar 0,805 em 2024, superando pela primeira vez a barreira que coloca o Brasil no grupo de países de desenvolvimento humano muito alto.

Wellington Dias comparou o novo patamar brasileiro ao de países desenvolvidos. “Nós tínhamos alcançado o IDH 07 e agora entramos no clube dos países com o IDH muito alto. É o patamar de países da Europa, é o patamar de países da América do Norte”, declarou.

Segundo ele, o avanço demonstra que o Brasil está conseguindo combinar crescimento econômico com redução das desigualdades sociais. “O Brasil deixa de ser só aquela grande economia, aquele grande produtor de agricultura e melhora a desigualdade”, disse o ministro.

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é utilizado internacionalmente para medir o progresso de países e regiões em áreas essenciais como renda, educação e saúde. O indicador busca oferecer uma visão mais ampla da qualidade de vida da população, em contraponto ao Produto Interno Bruto (PIB) per capita, que considera apenas aspectos econômicos.

Além do avanço no IDHM, Wellington Dias também comentou o lançamento do novo aplicativo e do novo portal do Bolsa Família, previsto para esta quarta-feira (27). Segundo o ministro, a ferramenta vai ampliar o acesso digital das famílias aos serviços sociais.

“É mais humanização. Ou seja, através do celular, através de um aplicativo, a pessoa vai poder, por exemplo, eu quero atualizar o cadastro. Bloqueou meu Bolsa Família. O que aconteceu? Vai lá no aplicativo e você, inclusive, já resolve”, explicou.

O ministro afirmou ainda que o aplicativo servirá como porta de entrada para outros programas vinculados ao Cadastro Único Social. “Abre porta o aplicativo para todos os programas que estão integrados ao Cadastro Único Social”, acrescentou.

O governo avalia que a nova plataforma representa um avanço importante na digitalização dos serviços públicos, ampliando a transparência, a acessibilidade e a autonomia das famílias beneficiárias. O novo site do Bolsa Família reunirá informações sobre calendário de pagamentos, regras do programa, canais de atendimento e orientações para os usuários.